Conheça os principais parâmetros da educação no Brasil!

Considerando as políticas e reformas educacionais das últimas décadas, a política educacional tem se concentrado na educação básica gratuita, obrigatória e inclusiva para todas as crianças entre as idades de sete e catorze anos.

Em termos de expansão quantitativa, houve um progresso considerável. No entanto, exclusões e restrições em outros níveis e modalidades de ensino tendem a aumentar. Segundo Abicalil (2002), a educação infantil tem sido delegada aos governos municipais ou às famílias, o que penalizou a classe trabalhadora.

A educação de jovens e adultos foi reduzida a políticas de formação profissional ou requalificação, transferidas para o Ministério do Trabalho ou para iniciativas da sociedade civil. No ensino médio, a política retornou ao dualismo estrutural entre o ensino médio acadêmico e técnico. No nível superior, houve um foco deliberado na expansão da educação privada.

Parâmetros da educação

A educação básica sofreu a imposição de parâmetros curriculares nacionais e de “promoção automática” que, aplicados a todas as séries, elevaram as estatísticas oficiais, mas não os níveis de conhecimento dos estudantes.

Parâmetros da educação

Dos cem alunos matriculados na oitava série do ensino básico, apenas dez têm resultados de leitura adequados. A taxa é ainda menor em matemática, onde menos de 3% dos alunos desenvolveram as habilidades e habilidades necessárias para uma boa escolaridade.

Qual o principal problema das escolas

O problema mais grave da escola básica brasileira talvez seja a exclusão que ocorre durante a escola, seguindo mecanismos de fracasso e repetição (em 1996, a taxa de exclusão foi de 5,2%). oito anos, subindo para 20,4% em nove anos e atingindo um nível máximo de 45,9% aos quatorze anos).

Para Ferraro (1999), a diminuição dessas taxas a partir dos quinze anos se deve ao aumento acentuado nas taxas de não comparecimento ou fuga da escola, de 16,9% para 14 anos para 24,1%. %, 33% e 42,8%, respectivamente, para alunos com idade entre quinze, dezesseis e dezessete anos. Em um país marcado por significativas desigualdades sociais, a escola possui altos índices de exclusão escolar.

A presença de organizações internacionais é um elemento fundamental das políticas educacionais brasileiras, como em outros países. Eles intervêm no nível organizacional e pedagógico. Segundo Frigotto e Ciavata (2003), o Ministério da Educação adotou o pensamento pedagógico das empresas e as diretrizes dos órgãos e agências internacionais e regionais.

É uma perspectiva pedagógica individualista, dualista e fragmentada, consistente com os ideais de desregulamentação, flexibilização e privatização e com o enfraquecimento dos direitos sociais.

Despesas da educação no Brasil

No Brasil, os gastos públicos em educação estão em um nível muito baixo, em 4% do produto interno bruto (PIB). As exigências constitucionais para a alocação de recursos de impostos, de pelo menos 18% para a União e 25% para os estados e municípios, são raramente respeitadas.

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As disparidades regionais, que afetam a capacidade financeira e administrativa dos governos subnacionais, são dignas de nota. No caso dos municípios, a situação é mais grave porque sua capacidade financeira é muito diversificada e porque são numerosos para viver graças às transferências dos governos estadual e federal.

Há, portanto, um duplo desequilíbrio: na distribuição das escolas nos diferentes níveis de ensino do país e no desenvolvimento dos diferentes setores da educação. O Brasil ainda não possui um sistema educacional que possa lidar seriamente com as condições adversas das diferenças regionais.

Diversos setores da sociedade brasileira, reunidos em torno do Fórum Nacional de Defesa das Escolas Públicas, persistem em exigir o fortalecimento das escolas públicas estaduais e a democratização da gestão educacional, em um esforço de universalizar a educação. (básico e médio) e, progressivamente, ensino superior.

Conheça os principais parâmetros da educação no Brasil!
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